Software Livre – É seguro?

Antes de começar a expor as ideias por trás do software livre, é preciso defini-lo. Muitas pessoas confundem o software livre com o gratuito. Porém existe uma grande diferença.
O software livre é um programa de código aberto que dá ao usuário total liberdade de uso. Isso implica em modificar, redistribuir e utilizar como bem entender. Ele é protegido por uma licença que dá a liberdade para as pessoas poderem manipulá-lo.

Um software é considerado livre se atender a quatro pré-requisitos:

1.  A liberdade para executar o programa qualquer que for o propósito;

2. A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas necessidades, sendo liberado o acesso ao código-fonte;

3.   A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo;

4.  A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie, sendo o acesso ao código-fonte um pré-requisito para esta liberdade.

Para que essas liberdades sejam reais, elas devem ser irrevogáveis. Caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, o software não é livre. A maioria dos Softwares Livres é licenciada por uma licença de Software Livre, como a GNU GPL (a mais conhecida).

Isso traz inúmeras vantagens aos usuários. No entanto é importante salientar que essa modalidade de software não quer dizer que ele seja gratuito. Algumas pessoas podem modificá-lo e vendê-lo para outras. No entanto, aquele que comprou pode fazer o que quiser com esse software, inclusive distribuí-lo gratuitamente.

O software livre diz mais a respeito da filosofia de como esses programas são distribuídos. Ele muda a noção de venda de softwares de computador. Não há necessidade de prestação de contas com ninguém. Você pode fazer o que quiser com ele.

Entretanto, o software gratuito é diferente. Ele não é necessariamente livre. Pode ser um programa proprietário que seja distribuído de forma gratuita. Esse tipo de software tem mais a ver com o modelo de negócios do que com a filosofia por trás dele.

Por exemplo, o Whatsapp é gratuito, mas não é livre. Ela pertence ao Facebook, que usa a plataforma para lucrar sob diversas maneiras. O usuário final não pode modificá-lo e seu uso é restrito às funcionalidades oferecidas pela companhia.

Uma contrapartida ao Whatsapp — e que é software livre — é o Telegram. A versão cliente dele, que é o aplicativo usado pelos usuários, é livre. Isso quer dizer que qualquer pessoa pode criar seu próprio aplicativo de mensagens para funcionar nos servidores do Telegram e disponibilizá-lo nas plataformas de download.

O custo-benefício é sem sombra de dúvida é a vantagem mais atrativa. A maioria dos softwares livres é gratuita. Não tem a necessidade de adquirir várias licenças para distribuir o software nas máquinas de sua corporação, por exemplo.

A questão de segurança nos softwares livres são mantidos por comunidades voluntárias que estão sempre em busca de aperfeiçoamento das ferramentas. Quanto maior a comunidade, mais progresso é feito. Essas equipes estão focadas em corrigir falhas de segurança e realizar todos os testes necessários.

Outro fator de segurança muito importante, é o fato do código ser aberto. Isso garante que todos saibam exatamente o que está sendo instalado no computador. Não se engane pensando que, por ser código aberto, esses programas são mais fáceis de serem infectados. Todas as atualizações são cautelosamente auditadas e testadas por equipes competentes.

Portanto, existe a garantia de que malwares não acompanharão os softwares livres. O mesmo não pode ser dito dos softwares proprietários. Quem nunca foi instalar um programa em seu computador e depois descobriu que o Baidu também foi instalado junto?

Além de que quando se utiliza um software livre, a pessoa ou a empresa é dona da informação. Ela sabe onde está sendo armazenada. Já no proprietário, os dados ficam escondidos e, ao mesmo tempo, abertos para o dono do software ou do governo onde o servidor está lotado.

A facilidade de customização é outra vantagem imensurável para aqueles que souberem aproveitá-la. É possível, por meio de programação, customizar um software livre por inteiro para adequá-lo ao modelo de negócios da sua empresa. Grandes produtos podem surgir devido à adição de novas funcionalidades.

Chegamos a conclusão que o software livre é muito seguro, além de oferecer uma série de vantagens para os seus usuários. Então não podemos cair na besteira de acreditar que os softwares de códigos fechados são mais seguros pelo simples fato dos códigos serem fechados.

Referências

SEBRAE. Disponível em: http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-software-livre-e-quais-as-vantagens-em-usa-lo-na-sua-empresa,2928d53342603410VgnVCM100000b272010aRCRD    Acesso em: 18 de Setembro de 2019.

COMPUTER WORLD. Maria Korolov. Disponível em: https://computerworld.com.br/2018/04/03/por-que-seguranca-em-software-open-source-ainda-e-um-desafio/  Acesso em: 18 de Setembro de 2019.

IMPACTA. Disponível em: https://www.impacta.com.br/blog/2018/08/24/as-vantagens-do-software-livre/  Acesso em: 18 de Setembro de 2019.

Copy & Paste – Plágio nos Trabalhos Acadêmicos

O plágio, em seu significado literal, é a ação de copiar ou assinar o trabalho de outra pessoa, seja uma parte ou totalmente, atribuindo-o como próprio. O plágio é a cópia não autorizada de várias informações, e é considerado crime, previsto no Código Penal Brasileiro, e na lei 9610. O plágio é considerado uma atitude antiética em vários países, e em muitos é considerado como crime de violação de direito autoral. No meio acadêmico, é considerada uma ofensa ética e sujeita a sanções cíveis e penais.

O plágio acadêmico se configura quando um aluno retira, seja de livros ou da Internet, ideias, conceitos ou frases de outro autor (que as formulou e as publicou), sem lhe dar o devido crédito, sem citá-lo como fonte de pesquisa. Graças ao uso extensivo de computadores e da Internet, hoje é muito fácil se apropriar de trechos de trabalhos de outras pessoas (copy & paste), tanto no campo da ciência como em outras áreas, como jornalismo, redação de projetos, trabalho de estudantes, relatórios, etc.

O plágio assume formas diferentes e algumas são mais comuns do que outras, como:

  • Plágio disfarçado
    • Copiar e misturar segmentos de fontes diferentes formando um texto coerente;
    • Plágio expansivo: ao segmento copiado se inserem porções de texto adicional;
    • Plagio contrativo: um resumo ou texto original que tenha sido “podado”;
    • Plagio em mosaico: se misturam segmentos de diferentes fontes, mudando a ordem das palavras, usando sinônimos e insertando/removendo palavras de recheio.
  • Paráfrase. Reescrevem-se intencionalmente as ideias alheias.
  • Tradução. Traduzem-se por máquina parágrafos externos de e para outros idiomas, que em seguida são ajustados, melhorando o estilo.
  • Plágio de ideias. É a apropriação de métodos de pesquisa, procedimentos experimentais, estruturas argumentativas, fontes de informação. O que se copia não é o texto, mas os métodos.

A detecção de plágio em trabalhos acadêmicos é uma atividade que vem ganhando ajuda graças ao uso extensivo de computadores, bancos de dados, internet e softwares apropriados, que permitem a detecção do plágio de forma automática ou semi-automática com algoritmos especializados para detectar plágio de um texto completo ou partes do texto. Alguns desses programas são comerciais e outros são de código aberto.
Hoje, há uma grande variedade de ferramentas, pagas e gratuitas, que prometem ajudar professores e editores a identificar o plágio. O conceito central é a comparação de textos: a partir de buscas em bases de dados, é possível apontar o grau de similaridade entre o texto inserido na ferramenta e trechos de outros autores. A principal diferença entre os softwares pagos e os gratuitos está na base de dados que eles alcançam: enquanto a maioria dos sistemas gratuitos efetua uma varredura somente em textos abertos na internet, ferramentas pagas podem acessar conteúdo protegido por leis de direitos autorais, como artigos fechados de revistas internacionais.

Algumas das diversas ferramentas que podem ser utilizadas para ajudar no combate ao plágio:

Plagius

Plagius é um software pago, detector de plágio que analisa trabalhos acadêmicos e documentos em busca de trechos copiados da internet ou de outros arquivos. O Plagius analisa documentos de diversos formatos (Word, PDF, OpenOffice, Html, RTF, Texto plano…) e exibe relatórios detalhados, informando as referências encontradas, a frequência das ocorrências na Internet e o percentual de suspeitas de plágio. Site: https://www.plagius.com/br

Plagium

Detector de plágio online, para uma pesquisa ocasional de plágio oferece o serviço de busca gratuita. Para serviço de pesquisa avançada e pesquisa de arquivos deve-se realizar o cadastro e a compra de créditos na plataforma. Site: http://www.plagium.com/

Plagiarism Combat

É um software brasileiro. O farejador de plágios busca dados e informações em diversos sites pаra acusar o plagiamento em um trаbalho acadêmico através de um software instаlado, por download, no computador. O programa fаz a análise em trabalhos que são submetidos através de upload na plataforma. A versão gratuita analisa аpenas uma parte do arquivo enviado (50% do аrquivo com tamanho até 300 kb). А verificação completa é disponibilizada apenas pаra assinantes. Site: http://www.plagiarismcombat.com/

Os softwares não devem ser utilizado como a única ferramenta para detecção do plágio. A decisão sobre se é ou não plágio reside finalmente nos revisores que usam o software. O que está disponível é uma ferramenta e não uma prova. Segundo o coordenador do portal de revistas da USP, André Ferradas, a atividade de identificar o que é plágio e o que é citação legítima envolve o conhecimento de um conjunto de valores éticos. É um trabalho que precisa ser feito por um especialista na área de estudo. Para o professor que acompanha o desenvolvimento de cada um de seus alunos, essa tarefa é mais fácil. Afinal, ele acompanhará a construção da dissertação de seus alunos etapa por etapa, ciente de suas referências.

Considerando que cada vez mais pessoas têm acesso à internet, a universalização ao acesso a informação acaba servindo para incrementar os estudos. Não há problema em obter informações em sites especializados e usá-las em trabalhos, mas é preciso levar em consideração os critérios de avaliação do conteúdo e, principalmente, creditar os autores do material utilizado. Confira um vídeo, com orientações para não cometer plágio nos trabalhos acadêmicos:

Referências

Revista e Educação. Tania Pescarini. Disponível em: https://www.revistaeducacao.com.br/cerco-ao-copia-e-cola/     Acesso em: 26 de Agosto de 2019.

Significados. Disponível em: https://www.significados.com.br/plagio/ Acesso em: 26 de Agosto de 2019.

Sci ELO em Perspectiva. Ernesto Spinak. Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2014/02/12/etica-editorial-como-detectar-o-plagio-por-meios-automatizados/#.XWMEkuhKiUk     Acesso em: 26 de Agosto de 2019.

G1 GLOBO. Ronaldo Prass. Disponível em: http://g1.globo.com/tecnologia/blog/tira-duvidas-de-tecnologia/post/saiba-como-identificar-plagio-em-textos-e-trabalhos-academicos.html     Acesso em: 26 de Agosto de 2019.

Regulamentação Profissional da Computação

Em outubro de 2007, em Brasília, entrou em discussão o projeto de lei do senado, número 607/2007 que pretende regulamentar o exercício da profissão de Analista de Sistemas e suas correlatas ocupações, originando também o Conselho Federal de Informática e Conselhos Regionais de Informática. 

 No dia 27 de abril de 2016 foi apresentado um novo projeto de lei, de número: PL 5101/2016, identificado por Alfredo Nascimento, que idealiza sobre a regulamentação do exercício da profissão de Analista de Sistemas e suas correlatas.

Desde a tal data de discussão do projeto de lei, que visa a regulamentação da profissão houve um início de tumulto entre os profissionais da área gerando oposições de ideias. Em que profissionais que já são ingressados no ramo, temem a burocratização do serviço, tendo como consequência o encarecimento da mão de obra oferecida, dispersando o interesse do mercado consumidor. Enquanto os profissionais recém-formados estão torcendo para que a proposta entre em vigor, tendo em vista a consolidação dos benefícios e o olhar mais encorpado no exercício da profissão.

Segundo a proposta apresentada à Sociedade Brasileira de Computação (SBC) para regulamentação da profissão, abaixo estão as justificativas com o objetivo principal do projeto:

“Objetivo do Projeto de Lei

O presente projeto de lei tem o objetivo de:

1. defender a liberdade de exercício profissional, conforme estabelecida no Art. 5º, inciso XIII da Constituição Federal;

2. garantir as condições de liberdade necessárias para o desenvolvimento tecnológico de diversas áreas de atuação profissional como engenharia, administração, medicina, biologia, ciências econômicas, atuária, química e física, dentre outras, que têm a Informática como uma atividade-meio;

3. garantir os meios para a atuação no mercado de trabalho de pessoal qualificado e de formação multidisciplinar, indispensável para o pleno desenvolvimento do País;

4. assegurar condições isonômicas de concorrência no mercado internacional de Informática com os países centrais, onde o exercício da profissão de Informática é livre;

5. defender a área de Informática contra as frequentes invasões por parte de conselhos de profissão já estabelecidos, que insistem em definir como de sua exclusiva alçada atribuições consagradas dos profissionais de Informática;

6. pacificar relações de conflitos recorrentes em Editais de Concurso Público e Licitações, que insistem em exigir registros dos profissionais liberais em conselhos de profissão;

7. preservar os interesses da Sociedade no uso de bens e serviços de Informática.”

Conforme o trecho acima contido na proposta, o projeto de lei vem para garantir e assegurar as condições necessárias para o exercício da profissão, eliminando conflitos existentes e aumentando a qualificação da mão de obra trazendo um conforto aos profissionais.

Dentro de estatísticas, é notório a carência do país em mão de obras no setor, então que acredita-se que com a aprovação do projeto de lei haverá melhoras na qualidade do serviço prestado na inovação de softwares e manutenção de máquinas, pois muitos consumidores ou empresas contratantes exigem comprovação de graduação ou apresentação de certificados de cursos. Contudo os técnicos em informática e analistas de sistemas, serão credenciados no Conselhos Regionais de Informática e terão direitos garantidos por lei, como os seguintes artigos  contido no capítulo II, dentro da liberdade do exercício profissional,

Capítulo II – Da Liberdade do Exercício Profissional

“Art. 2º – É livre em todo o território nacional o exercício de qualquer atividade econômica, ofício ou profissão relacionada com a Informática, independentemente de diploma de curso superior, comprovação de educação formal ou registro em conselhos de profissão.

Art. 3º – O exercício das profissões de Informática em todas as suas atividades é garantido por esta lei, independentemente de pagamento de taxas ou anuidades a qualquer conselho de profissão.

Art. 4º – É lícito e voluntário o registro de profissionais diplomados em curso superior ou de graduação da área de Computação ou Informática em conselho de profissão existente no País, segundo o entendimento do respectivo conselho.

Art. 5º – Nenhum conselho de profissão ou entidade similar poderá, sob hipótese alguma, cercear a liberdade do exercício profissional estabelecida por esta lei.

Art. 6º – É vedada toda e qualquer exigência de inscrição ou registro em conselho de profissão ou entidade equivalente para o exercício das atividades ou profissões da área de Informática, inclusive no que diz respeito à participação em licitações, concursos ou processo seletivo para empregos ou cargos na área abrangida por esta lei.

Art. 7º – É lícito que a entidade contratante exija do profissional a apresentação de diplomas, certificações ou aprovação em exames de aptidão para o exercício de funções ou atividades específicas.

Art. 8º – Os conflitos decorrentes das relações de consumo e de prestação de serviços das atividades profissionais regulamentadas por esta lei serão dirimidos pela legislação civil em vigor.

Art. 9º – Aplicam-se aos profissionais de Informática as disposições da Legislação do Trabalho e da Previdência Social.”

Sabemos que a graduação exige muita dedicação, tempo e dinheiro, e que certamente um profissional formado não ira trabalhar pelo mesmo custo a que trabalhava antes da formação, existe um principio de valorização do seu trabalho e tempo gasto na obtenção do conhecimento no intuito da resolução de problemas encontrados no dia a dia. Então um caminho eficiente para atingir competência profissional é o da diplomação em curso superior da área específica ministrado por universidades ou faculdades de qualidade. Um diploma de um bom curso superior, além de atestar uma formação técnica especializada para o exercício de uma determinada profissão, traz consigo uma preparação para a vida, com os conhecimentos necessários à mobilidade entre profissões, muito comum nos dias de hoje. Porém na área de Tecnologia da Informação, o diploma não é sinônimo de um ótimo profissional. Nada garante que uma graduação irá trazer um bom programador para o mercado de trabalho. Além de várias barreiras que a regulamentação acaba atraindo, como dificuldade para empreender, negociação com sindicatos e empresas, algo muito complicado no Brasil. A baixa oferta de mão de obra qualificada, muito dita pelas empresas atualmente iria aumentar ainda mais, pela exigência da graduação. Se torna mais uma barreira a criar dificuldade para inovação.

Referências

https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2018/01/colunas/observador/608069-um-salto-em-seguranca.html

https://www.oficinadanet.com.br/post/10839-voce-e-a-favor-ou-contra-a-regulamentacao-do-profissional-de-ti

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/01/31/projeto-regulamenta-profissoes-ligadas-a-informatica

https://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc-original.html

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2082639

Fake News – Como Combater?

Vivemos na era digital, onde a internet aproximou o mundo a um clique de distância. A todo momento uma enxurrada de informações são jogadas nas redes sociais. No celular, o Whatsapp está o tempo todo alerta, com mensagens de amigos e de grupos sobre diversos temas; no Instagram e Facebook, o feed de notícias está repleto de vídeos, postagens de páginas que você curte e comentários fazendo juízos de valor sobre qualquer assunto. Em meio a todo esse cenário, às vezes é difícil saber o que é verdadeiro ou não. 

Nos últimos tempos, houve um aumento de notícias falsas. Podemos nos questionar quantas vezes saímos falando sobre uma matéria de jornal e, na verdade, só lemos a manchete? Quantas vezes verificamos a informação que foi publicada no Facebook, Instagram? Quantas vezes você assiste a um vídeo polêmico e logo em seguida o compartilha com seus amigos? 

As notícias falsas – “fake news”, em inglês – é um grande problema que vem atormentando o mundo, tendo em vista a ampla influência que isso pode causar, induzindo milhares de pessoas ao erro considerando a rapidez com que essas falsas notícias podem ser compartilhadas. Nos últimos anos foi possível observar alguns casos dessa influência, gerando graves problemas sociais, como um jornalista que conseguiu elevar um restaurante falso no topo da lista dos melhores de Londres,  a intervenção das fakes news nas eleições pelo mundo, tumultuando debates públicos, como aconteceu na corrida eleitoral americana e na votação pela saída do Reino Unido da União Europeia, ou até mesmo com criação de boatos, promessas para denegrir ou impulsionar a imagem de um candidato como aconteceu no Brasil. Além de impressionantemente a morte de uma mulher espancada em Guarujá, São Paulo após boatos criados numa rede social.

Casos como esses relatados fazem a gente refletir e repensar na veracidade das informações encontradas na internet. Será que as informações que estamos visualizando nas nossas redes sociais são verídicas ? E como podemos fazer para evitar o compartilhamento e combater a proliferação das Fakes News ?

Os especialistas indicam algumas dicas, e pedem um esforço coletivo pela alfabetização digital. “Tem de vir da grande imprensa, do professor, da família, de todos os lados”, diz a diretora da Agência Lupa, Cristina Tardáguila, que realiza checagem de informações do noticiário brasileiro. “

1) Não leia só o título

Uma estratégia muito utilizada pelos criadores de conteúdo falso na internet é apelar para títulos bombásticos. Ler o texto completo é um passo básico para evitar compartilhar fake news.

2) Verifique o autor

Ver quem escreveu determinado texto é importante para dar credibilidade ao que está sendo veiculado. 

3) Veja se conhece o site

Não deixe de olhar a página onde está a notícia. Navegar mais no site ajuda a analisar sua credibilidade. Também vale checar o endereço do site, algumas páginas tentam simular o endereço de um veículo importante, alterando apenas uma letra, um número ou um símbolo gráfico.

4) Observe se o texto contém erros ortográficos

As reportagens jornalísticas prezam pelo bom vocabulário e pelo uso correto das normas gramaticais. Por outro lado, os sites com notícias falsas ou mensagens divulgadas pelo WhatsApp tendem a apresentar uma escrita fora do padrão, com erros de português ou quantidade exagerada de adjetivos. 

5) Olhe a data de publicação

Identifique quando a notícia foi publicada. Muitas vezes, o texto está simplesmente fora de contexto. 

6) Saia da bolha da rede social

Para estar bem informado, o leitor deve ler e acompanhar o noticiário não somente nas redes sociais. 

7) Tome cuidado com o sensacionalismo

As fake news tendem a conter palavras ou frases que despertam emoções ou mexem com as crenças das pessoas, atingindo um maior potencial de divulgação e compartilhamento nas redes sociais. 

Agora sabendo dessas dicas, nós podemos ajudar no combate às fake news, melhorando nosso senso crítico e ficando alerta para diminuirmos o impacto dessas notícias na sociedade.

Referências

Nações Unidas. Disponível em: https://nacoesunidas.org/verificar-informacoes-antes-de-compartilhar-e-a-melhor-forma-de-combater-noticias-falsas-destaca-forum-da-onu/     Acesso em: 18 de julho de 2019.

Politize. Disponível em: https://www.politize.com.br/noticias-falsas-pos-verdade/           Acesso em: 18 de julho de 2019.

G1Globo. Mariane Rossi. Disponível em: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/05/mulher-espancada-apos-boatos-em-rede-social-morre-em-guaruja-sp.html.  Acesso em: 18 de julho de 2019.

G1Globo. Disponível em: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2018/01/jornalista-poe-restaurante-falso-no-topo-da-lista-dos-melhores-de-londres.html.        Acesso em: 18 de julho de 2019.

InfoGráficos. Marina Dayrell, Matheus Riga e Pedro Ramos.         Disponível em: https://infograficos.estadao.com.br/focas/politico-em-construcao/materia/senso-critico-e-arma-para-combater-fake-news     Acesso em: 18 de julho de 2019

Golpes no WhatsApp

Em quase todas as semanas podemos observar noticiários informando que um novo golpe está assustando os usuários de um dos principais aplicativos de conversação da atualidade: o WhatsApp.

O WhatsApp está sendo o alvo preferido dos criminosos para tentar capturar informações dos usuários por meio de golpes virtuais. Eles utilizam várias formas para aplicar os golpes. Em algumas delas usavam falsas promoções de marcas famosas, como Burger King, O Boticário e Cacau Show, oferecendo cupons falsos de desconto para ludibriar as pessoas a clicarem em links maliciosos e, assim, ficarem vulneráveis a roubo de dados privados. O plano era obter informações para roubar as vítimas e até, em alguns casos, aplicar fraudes em nome delas. De acordo com especialistas de empresas de segurança digital, milhões de pessoas foram afetadas.

Outro golpe que vem sendo muito aplicado é a clonagem das contas do WhatsApp por criminosos para roubar dinheiro de amigos e parentes. O golpe conta com a ajuda de funcionários de operadoras, que transferem seu número de celular para outro chip e permitem que o aplicativo de mensagens seja ativado em outro aparelho. De posse da sua conta, criminosos se passam por você para pedir dinheiro a contatos próximos.

Na prática, é como se você fosse a uma loja da sua operadora dizendo que precisa trocar seu chip, mas manter o número. Sua linha, então, sai do ar e vai para o aparelho do golpista, que consegue entrar na sua conta do WhatsApp. Enquanto você não percebe nada de errado, o criminoso envia mensagens para pais, amigos ou até secretárias, se passando por você — em um dos casos, um empresário teve prejuízo de R$ 100 mil depois que sua secretária transferiu dinheiro e até pagou contas de criminosos.

O WhatsApp é alvo de ações criminosas desses tipos com frequência, mas como o sistema adotado pela plataforma usa o método de criptografia de ponta a ponta, se torna difícil identificar a origem da mensagem. Por isso, os usuários devem se precaver para não serem vítimas nesses casos.

Para evitar cair nesses tipos de golpe, especialistas recomendam tomar cuidado com conteúdos recebidos, em particular quando vêm de desconhecidos. É importante também verificar se não há nenhuma irregularidade nos links, como erros de ortografia ou troca de alguma letra para fazer aquela página parecer com a verdadeira.

Nos casos de promoções envolvendo marcas conhecidas, uma boa medida pode ser acessar o site oficial da empresa, para confirmar se a promoção existe mesmo. Aplicativos antivírus também existem para celulares e oferecem uma camada extra de segurança.

Uma dica para não ter sua conta clonada é importante ativar na rede social um recurso de verificação em duas etapas. Com a proteção ativada, caso você (ou um golpista) ative seu WhatsApp em outro celular, precisará, além do SMS de verificação (que poderia ser interceptado ou desviado para outro chip), uma senha de 6 dígitos que precisa ser digitada toda vez que o login for feito.

Para fazer isso, entre em Conta > Verificação em duas etapas. Insira um PIN de sua escolha e um endereço de e-mail para recuperar a conta caso você esqueça-o. Obviamente, defina um PIN que você não vai esquecer e não passe esse código para mais ninguém.

Referências

FolhaPe. Disponível em: https://www.folhape.com.br/economia/economia/tecnologia/2019/01/07/NWS,92577,10,476,ECONOMIA,2373-NOVO-GOLPE-WHATSAPP-ROUBA-DADOS-PESSOAIS.aspx     Acesso em: 10 de julho de 2019.

TecnoBlog. Paulo Higa  Disponível em: https://tecnoblog.net/207748/whatsapp-clonado-golpistas-pedir-dinheiro/                    Acesso em: 10 de julho de 2019.

TecnoBlog. Paulo Higa Disponível em: https://tecnoblog.net/207729/whatsapp-verificacao-duas-etapas/                 Acesso em: 10 de julho de 2019

Smart Cities

Vivemos na era da tecnologia, onde presenciamos avanços tecnológicos em um curto período. 
Também podemos observar o constante crescimento populacional das civilizações, que fazem os governos começarem a pensar em planejamento urbano, para oferecer qualidade de vida e evitar problemas sociais e econômicos. Assim, um assunto que vem despertando interesse no mundo é a criação das cidades inteligentes (Smart Cities).
As chamadas Smart Cities, são aquelas cidades que utilizam a tecnologia para promover melhorias na qualidade de vida em diferentes setores da cidade, seja no planejamento urbano, habitação social, energia, mobilidade urbana, coleta de lixo, controle da poluição do ar, entre outros.
De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, é possível avaliar o nível de inteligência de uma cidade através de 9 variáveis: governança, capital humano, economia, coesão social, meio ambiente, tecnologia, planejamento urbano, alcance internacional e mobilidade e transporte.
Existem duas formas para criação das cidades inteligentes: A primeira forma é investimento na criação de cidades planejadas, com a inclusão de tecnologias e ações sustentáveis em seu planejamento inicial. A segunda forma é reavaliar os processos atuais das cidades já existentes e identificar pontos de melhorias que podem ser realizados de acordo com as necessidades dos moradores e do local. 
As cidades inteligentes utilizam dispositivos da Internet das Coisas (IOT), como sensores conectados, luzes e medidores inteligentes, para melhorar a infraestrutura e a arquitetura, coletando e analisando dados em tempo real dos cidadãos para identificar precisamente onde o problema está e como melhorar as condições dos serviços prestados.
As cidades inteligentes no Brasil estão avançando aos poucos. No ranking das 165 principais Smart Cities do mundo, divulgado pelo IESE Business School, ocupamos 6 posições.

São Paulo (116ª)

Rio de Janeiro (126ª)

Curitiba (135ª)

Brasília (138ª)

Salvador (147ª)

Belo Horizonte (151ª)

São Paulo se destaca pelos investimentos em mobilidade urbana, com a criação de mais ciclofaixas e corredores de ônibus.
Curitiba, por sua vez, inovou com a criação do Ecoelétrico, uma frota de carros elétricos que prestam serviços públicos. Desde a sua implantação, em 2014, a cidade poupou a emissão de 12.264 quilogramas de gás carbônico na atmosfera.
Já Salvador, a única cidade do Nordeste no ranking, investe na tecnologia para melhorar a mobilidade urbana e a produção de energia.
Além da criação de um aplicativo para os passageiros de ônibus, o governo local investe na inteligência da coisas (IoT) para monitorar a iluminação de locais públicos. Dessa forma, existe uma redução no consumo de energia e mais rapidez na manutenção de equipamentos.
Recentemente, algumas cidades brasileiras começaram a usar a tecnologia de smart grid, as redes de distribuição inteligentes de energia elétrica. Na prática, esse sistema permite aumentar o controle contra perda de energia no processo de distribuição.
Na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), por exemplo, a concessionária Cemig monitora mais de 12.000 unidades consumidoras com um sistema que faz a medição e o faturamento da energia de forma digitalizada.
Já o Grupo CPFL Energia usa a tecnologia de smart grid para aferir os dados de mais de 25.000 consumidores. Entre as cidades beneficiadas estão a paulista Campinas e a gaúcha Caxias do Sul. A tecnologia também já chegou a cidades do Paraná e de Minas Gerais onde a CPFL está presente.
A cidade de Armação dos Búzios, no Rio de Janeiro, está usando a tecnologia para otimizar o consumo e a produção de energia.
Em parceria com a empresa Ampla, o governo implantou 60 lâmpadas LED controladas remotamente na região da Lagoa da Usina. A expectativa é que haja uma redução no consumo de energia de até 80%.
Outra ação realizada pelo município foi a inclusão de medidores inteligentes em 222 domicílios, que permitem que a população controle melhor os gastos de energia.
Além disso, moradores podem gerar energia com painéis solares e “vendê-la” de volta a Ampla, ganhando o abatimento na conta de luz. Esses painéis também foram colocados em escolas com o objetivo de gerar economia para as instituições.
Não só os governantes e autoridades que devem se preocupar com o planejamento  e desenvolvimento das cidades inteligentes. Nós moradores, pensando no nosso bem estar e qualidade de vida, também podemos contribuir para o desenvolvimento das Smart Cities. Seja através de pequenas soluções para nosso condomínio/vizinhança que melhorem o consumo de energia, que diminuam o desperdício e reaproveitamento de água ou até mesmo contribuindo na base de dados de aplicativos que propõem soluções inteligentes para nossa cidade.

Referências

Transformação Digital. Disponível em: https://transformacaodigital.com/vertical/smart-cities/                     Acesso em: 01 de julho de 2019.

Viva Decora PRO. Disponível em: https://www.vivadecora.com.br/pro/curiosidades/cidades-inteligentes/ Acesso em: 01 de julho de 2019

Inclusão Digital dos Idosos

A rápida e constante evolução que as tecnologias têm sofrido está de certa forma dificultando o acompanhamento da população idosa, ficando assim excluída deste processo. A falta de acesso, de conhecimento e também de consciência da importância de buscar uma aprendizagem ao longo da vida têm contribuído para a exclusão digital do idoso. Acumulado a isso, infelizmente ainda há outras diversas barreiras que impedem o acesso à tecnologia dos idosos, seja por condições financeiras, no caso dos mais pobres, ou por preconceitos, muitas vezes presentes quando idosos desejam aprender sobre a utilização dos equipamentos modernos.

Não há como negar que a tecnologia revolucionou muito a nossa vida. Contudo, em qualquer idade, o contato com as suas ferramentas oferece alguns riscos e benefícios, sendo que a inclusão digital para idosos é um ponto que merece atenção.

Uma pesquisa realizada pela Ericsson ConsumerLab em 2016, demonstra que a tendência é de aumento da quantidade de idosos entre 60 e 69 anos aderindo a serviços tecnológicos, tanto a internet como os dispositivos móveis. Hoje, 60% desse público declara um uso maior das redes sociais e de comunicadores instantâneos em relação ao ano anterior.

Foi observado que 40% dos idosos utilizam smartphone, dos quais 40% utiliza ao menos um serviço de comunicação instantânea nos dispositivos diariamente, enquanto 60% utilizam ao menos uma vez por semana. Geralmente os equipamentos são trazidos a esse público por um filho ou neto, que também baixa os aplicativos e configurar o sistema conforme a necessidade. “Os idosos veem a inclusão digital como uma forma de melhoria de qualidade de vida. É uma maneira de ter mais diversão, de ver os filhos e netos mais frequentemente”, explicou o especialista do ConsumerLab, André Gualda.

Sobre os hábitos de consumo, 16% do público entre 60 e 69 anos realiza compras pelo smartphone ao menos uma vez por mês. E 57% pesquisam preços online. Além disso, 22% destes brasileiros já fazem ao menos metade de suas compras pela internet, em vez de ir a uma loja física. E 42% diz que faz metade das atividades bancárias pela internet, sendo que 13% paga contas pelo smartphone ao menos uma vez por semana.

Algumas empresas ao perceber essa crescente utilização de dispositivos eletrônicos pelos idosos, começaram a investir em propagandas para estimular e fortalecer a inclusão social. O Banco Itáu lançou o DESAFIO DIGITAU.

E a OLX com uma série de propagandas, denominada de Vovô Radical.

O conhecimento tecnológico depois da terceira idade possibilita novas descobertas, novas experiências e novas vivências resultando no grande aprimoramento das demais habilidades adquiridas ao longo do tempo, sem perder os valores ou objetivos de vida. Os idosos podem utilizar as redes sociais como mecanismo de diálogo com amigos e familiares, inserção social e busca de informações para estarem atualizados sobre o que acontece em todo o mundo. Outro grande benefício da inclusão digital, pode ser a sua utilização para aproximar o idoso que às vezes por limitação física ou porque os parentes e amigos moram longe não mantém um contato. O bom da tecnologia é que ela funciona como uma ferramenta eficiente de interação.

Referências

DESAFIO DIGITAU: App Itaú. Itaú; Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0Ycxc8jXlBI Acesso em: 16 de junho de 2019.

OLX. Vovô Radical – Headphone – OLX. OLX Brasil; Youtube. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=iN_mu7wyjHg&list=PLo7Ff4mYDXPW0I80MqGdCoPEgq1rMoPJx&index=1 Acesso em: 16 de junho de 2019.

MOBILE TIME. Fernando Paiva. Disponível em: https://www.mobiletime.com.br/noticias/05/05/2016/pesquisa-revela-habitos-dos-idosos-brasileiros-com-smartphones/ Acesso em: 16 de junho de 2019

SAUDE DA PESSOA IDOSA. Disponível em: https://saudedapessoaidosa.fiocruz.br/pratica/inclus%C3%A3o-digital-para-idosos-integrando-gera%C3%A7%C3%B5es-na-descoberta-de-novos-horizontes Acesso em: 16 de junho de 2019
HAPPY CODE.  Disponível em: https://www.happycodeschool.com/blog/importancia-da-inclusao-digital-na-terceira-idade/ Acesso em: 16 de junho de 2019

DOCTOR SHOES. Disponível em: http://www.meupedeconforto.com.br/calcados/riscos-e-beneficios-da-%E2%80%8Binclusao-digital-para-idosos/ Acesso em: 16 de junho de 2019

Lixo Eletrônico – Você sabe como descartar corretamente ?

Primeiramente, você sabe o que é Lixo Eletrônico? É denominado lixo eletrônico todo resíduo material produzido pelo descarte de equipamentos eletrônicos. Dentre os tipos de lixo eletrônico, podemos citar: monitores de computador, telefones celulares e baterias, computadores, televisores, tablets, câmeras fotográficas, impressoras, entre outros equipamentos eletrônicos comuns. Com o elevado uso de equipamentos eletrônicos no mundo moderno, este tipo de lixo tem se tornado um grande problema ambiental quando não descartado em locais adequados. Dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estimam que a montanha de resíduo eletrônico global cresça quase 42 milhões de toneladas todos os anos.

Os dispositivos eletrônicos são compostos de grandes quantidades de plástico, metais e vidros — que demoram bastante tempo para se decompor na natureza. Além disso, esses equipamentos eletrônicos contam com uma quantidade considerável de substâncias químicas que podem ser danosas, como o chumbo arsênio, mercúrio, cobre, cádmio, zinco, entre outros, que poluem o solo e a água. Então, além de contaminar o meio ambiente, estas substâncias químicas podem provocar doenças graves em pessoas que coletam produtos em lixões, terrenos baldios ou na rua.

Com o aumento da globalização e da tecnologia, novos aparelhos eletrônicos são lançados em curto espaço de tempo, o que leva as pessoas a trocarem seus aparelhos mesmo que ainda estejam funcionando. Além disso, as empresas que fabricam esses produtos utilizam uma técnica denominada de “obsolescência programada”, ou seja, oferecem um tempo de validade para esses produtos, o que leva os consumidores a consumirem cada vez mais. Assim, gerando uma grande quantidade de lixo eletrônico em um curto espaço de tempo.

Entre os países subdesenvolvidos, o Brasil é o país que mais gera lixo eletrônico no mundo. Em estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), o país gera, anualmente, 1,5 mil tonelada. É classificado como o sétimo maior produtor de lixo eletrônico do mundo, ficando atrás apenas de China, Estados Unidos, Japão, Índia, Alemanha e Reino Unido, respectivamente.

Em 2010, o governo brasileiro criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10). Segundo a lei, os fabricantes, distribuidores, comerciantes, consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza devem tomar medidas para minimizar o volume de resíduos gerados e instituir uma cadeia de recolhimento e destinação ambientalmente adequada pós-consumo.

O descarte de resíduos eletrônicos passou a ser um dos principais desafios ambientais enfrentados pelas empresas de tecnologia, por isso algumas marcas criaram formas de implementar a logística reversa. A proposta é diminuir o impacto do lixo eletrônico ao realizar a análise e o desmonte desses resíduos. A fabricante ficaria responsável por separar os componentes, além de garantir a destinação adequada de cada um deles, seja ao enviá-los para reciclagem, ao utilizá-los em novos produtos ou ao encaminhá-los para aterros especiais.

O passo inicial para amenizarmos o problema do descarte dos resíduos eletrônicos é conhecermos formas e locais ideais para o descarte ou reciclagem no Brasil.

Vivo, Tim, Claro, Oi, Nextel

A empresas Vivo, Tim, Claro, Oi, Nextel, principais operadoras de celular do país, disponibilizam urnas de coletas de celulares e baterias em suas lojas espalhadas pelo Brasil.

eCycle

O site da eCycle oferece uma ferramenta que mostra o local mais próximo do seu endereço para descarte de determinado item. Vale a pena pesquisar para dar um destino apropriado ao seu lixo eletrônico: https://www.ecycle.com.br/postos/reciclagem.php

Aplicativo Android – Cadê a lixeira?

Aplicação mobile, onde podem ser cadastrados e consultados pontos de descarte de lixo (coleta seletiva, eletrônicos, pilhas e baterias, óleo de cozinha, entulho, medicamentos) de forma totalmente colaborativa e simples. A ferramenta pode ser encontrada na Google Play pelo link: https://lnkd.in/e6bGYyJ

Referências

SUA PESQUISA. Lixo Eletrônico. Disponível em: https://www.suapesquisa.com/o_que_e/lixo_eletronico.htm Acesso em: 08 de junho de 2019
TODA MATÉRIA. Lixo Eletrônico. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/lixo-eletronico/ Acesso em: 08 de junho de 2019
CORREIO 24 HORAS, Murilo Gitel. Veja onde descartar lixo eletrônico em Salvador. Disponível em: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/veja-onde-descartar-lixo-eletronico-em-salvador/ Acesso em: 08 de junho de 2019
SER MELHOR, Daniel Pereira. Lixo eletrônico – problema e soluções. Disponível em: http://www.sermelhor.com.br/ecologia/lixo-eletronico-problema-e-solucoes.html Acesso em: 08 de junho de 2019
G1 GLOBO, Juliana Carpanez. Saiba o que fazer na hora de descartar seu eletrônico usado. Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL615099-6174,00-SAIBA+O+QUE+FAZER+NA+HORA+DE+DESCARTAR+SEU+ELETRONICO+USADO.html Acesso em: 08 de junho de 2019
FRAGMAQ. Lixo Eletrônico. Disponível em: https://www.fragmaq.com.br/blog/lixo-eletronico/ Acesso em: 08 de junho de 2019
TECH TUDO, Mathias Felipe. O que é lixo eletrônico? Veja dicas de descarte e reciclagem no Brasil. Disponível em: https://www.techtudo.com.br/noticias/2018/09/o-que-e-lixo-eletronico-veja-dicas-de-descarte-e-reciclagem-no-brasil.ghtml Acesso em: 08 de junho de 2019
VG RESÍDUOS. Como descartar lixo eletrônico para evitar impactos ambientais?. Disponível em: https://www.vgresiduos.com.br/blog/descartar-lixo-eletronicoAcesso em: 08 de junho de 2019